domingo, 31 de maio de 2009

Fotografia por Sue Flood



Por Persephone


O que será, como será?
A lua escura irá revelar?
Venha, entregue-se.
A deusa escura protege.
Revele-se.

Abra seu coração.
A Lua Negra lerá
nos meandros da canção,
no inciso do senão
um pórtico em que estarás.

Lua negra, no teu reino
todos os receios
estão nos assombrando.
Os fantasmas vagueiam
se alimentando de fraquezas.

No escuro, a força brilha.
A noite, os medos voam.
O horror permeia a trilha
a verdade vem à tona.
A razão que nos abandona.

Na quietude noturna
o entusiasmo vai reagir.
Ouvindo a voz da lua
seguimos nosso elixir.
Recuar ou existir?

Sigam, filhos faustos.
Sigam, filhas nuas.
Pobres incautos...
Em noite sem lua
a magia flutua.

Respondam, bruxos e bruxas:
seus olhos podem cintilar?
Em noites sem lua,
na falta do luar,
vocês ainda podem brilhar?

Na noite da lua sem luz
a determinação será testada.
Responda: sua força reluz?
Na loucura recriada
soltas, suas feras algemadas.

Não temam, meus filhos!
Meu poder está no ar...
Sou a lua sem brilho.
Sou a mãe a gestar.
Usem-me para se libertar!

Sou a força para reviver,
sou tudo em seu começo.
Nutro os filhos a crescer,
os desavisados enloqueço.
Sou também o fim dos tempos.


PS: Para Tiamat. A Rainha de minha casa, a Deusa do meu altar.